A arquitetura é a minha paixão. Talvez seja a minha posição relativamente a ela. Projetar para mim é um desafio que sai fácil, como uma necessidade intrínseca de resolver o problema espacial que se apresenta. As minhas premissas para projetar são, primeiro, responder ao cliente. Não fazer isso é fazer um mau trabalho, a meu ver. Quem contrata quer ser bem servido e isso para mim é a primeira prioridade. Por isso diria que a primeira coisa a fazer é implementar o programa que me foi apresentado. Depois, o programa além de estar completo tem que funcionar. É por isso que costumo dizer que a função é a resposta imediata da arquitetura porque, de que vale ser bonito se depois não funciona? Por isso costumo dizer, e atenção que digo isto achando que as duas funcionam sempre lado a lado e em constante construção mas, em termos de importancia, diria que primeiro vem a função e só depois vem a forma. A forma é a consequência da função. Uma “boa” arquitetura para mim é um espaço que funciona. Uma “muito boa” é um espaço que funciona e que é agradável de se viver.