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Gil Melo

1987 CASSETE

Arte

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Itália: porto seguro

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Jerusalém: vista global

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Sem título

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Flores

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Natureza morta com socos

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Inspiração de Van Gogh

Entrevista

Gil, vou te pedir que me explique um pouco do teu processo.

Viva Luís, os meus trabalhos são sempre trabalhos de cor, busco sempre um certo colorismo, ou por vezes, gosto de explorar conceitos de monocolor.

Fala-me um pouco sobre ti também.

Pode-se dizer que o meu trajeto não é clássico. Sou jurista de formação. Iniciei-me na pintura com a artista e mestre italiana Gisella Santi e fui, por assim dizer, pulando entre mestres de pintura.

E como é que escolhes os teus motivos?

Aleatoriamente. Comecei por pintar muitas naturezas mortas e depois comecei a pintar motivos de paisagem com a Gisela. E no meio dos figurativos fiz algumas coisas abstratas. Tenho pena de nunca ter chegado aos retratos.

Pelo que vejo nos teus trabalhos, trabalhas muito com acrílico. Só usas este médio ou exploras outras técnicas como o óleo por exemplo?

Prefiro o acrílico porque é mais rápido de secar e também porque é mais fácil de corrigir.

Gostas de Van Gogh? Vejo aqui nesta obra que escolheste fazer uma representação do famoso quadro “ Os comedores de Batata”. Os teus motivos são geralmente interpretações ou preferes pintar com os teus próprios motivos?

Acho que é um dos maiores génios da pintura do século XIX. Neste caso em particular, porque gosto muito do autor, fiz como exercício com a minha mestra para me “habituar”, por assim dizer, aos formalismo e à própria expressão de Van Gogh. Foi puramente um exercício de técnica e cor.

Explica-me um pouco do teu processo de criação?

Neste caso dos “comedores de batatas” pretendi na mesma paleta de verde que compõe o original, trazer um pouco mais de vibração e luz. E depois, como é uma interpretação minha, mudei as batatas que eles tinham na mão e substituí por cartas. É que eu gosto muito de jogar às cartas.

E esse quadro até me faz lembrar outro…

Sim, é feita também uma relação com o famoso quadro de Cézanne, os “jogadores de cartas”.

E porque é que achaste importante expor esse quadro no Guarda-Jóias, sendo que foi um estudo de uma representação de um mestre?

Acho que interpretar Van Gogh pode até ser uma das minhas linhas principais como pintor, para além dos temas religiosos claro, porque acho o seu trabalho simplesmente fascinante.

E não achas que seria interessante explorar mais os teus próprios motivos? Falaste-me, por exemplo, que gostas muito de jogar cartas.. Já pensaste se, por exemplo, não poderia ser interessante perguntares a amigos teus com quem costumas jogar se não poderias fazer uma pintura dos vossos jogos habituais? Como exercício apenas, para aprofundar os teus motivos?

Parece-me uma ideia muito interessante. Vou sem dúvida propor isso aos meus amigos. Vou levar o meu cavalete e as minhas tintas e vou aproveitar as longas horas de jogo de uma maneira diferente.

Então e este quadro aqui ao lado.. é também uma interpretação?

Não, este quadro é uma representação minha de Jerusalém. E neste estilo fiz muitos outros, tanto de Jerusalém como de festas religiosas, ou seja, de motivos que me interessam.

E nunca exploraste, por exemplo, pintar no Ipad?

Nunca.

Não te interessa?

Não.

E gostas de mexer na matéria? de mexer nos pigmentos, nas texturas, na experimentação plástica na própria tela?

Quem fazia muito isso era a minha mestra de pintura, eu limitava-me a observar.

Obrigado Gil!

Obrigado Luís!

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