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Pavel Rosales Espinoza

Pavel Rosales Espinoza

Nasceu em Ica, Peru, 1996.
Estudou na Escola Bertolt Brecht, Lima, 2012.
Estudou na Facultad de Arquitectura y Urbanismo PUCP, 2019
Erasmus na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2017

Fundou Homohuasi Arquitectos, 2022
Pavel é um Guarda, 2023

“Gosto de caminhar…
…compromisso em deixar pegadas de (tirar “rigor e”) qualidade…”

Arquitetura

Entrevista

Homohuasi é um conceito, significado ou filosofia?

Homohuasi procura transmitir uma forma humanista de fazer arquitectura fortemente vinculada ao seu entorno.
Nesse sentido, diria que é uma filosofia de fazer arquitectura que pretende continuar uma práctica sensível de relação entre ser e território, onde a cultura ancestral andina (incaica e pré-incaica) me tem ensinado a valorizar e encontrar um equilíbrio.
Continuo nessa aprendizagem.
Esta relação procura colocar ao ser vivo e ao seu território num plano de coexistência indissociável, ciente que os humanos moldam os lugares, e os lugares moldam aos humanos.

Como chegaste à palavra ou forma de estar de Homohuasi?

Dentro desta postura de fazer arquitectura, Homohuasi pretende reflectir uma perspectiva particular a partir da fusão de duas culturas, que recolhe a aprendizagem ancestral do legado andino e o legado arquitectónico vernacular e contemporâneo português.
A partir destas duas raízes nasce a construção do neologismo Homohuasi: do latim homo ou ser humano e do quéchua huasi ou casa, no sentido de lar.

O que ambicionas quando projetas, ou o que procuras como arquitecto?

Procuro dar continuidade aos lugares. A minha intervenção é mais uma camada no tempo que intenta reconhecer e valorizar o genius loci de cada lugar e projectar para o futuro o silêncio, segundo as novas tecnologias e dinâmicas sociais.
A continuidade por disrupção também é valida.

Tens alguma experiência que te tenha marcado profundamente e que sintas que direta ou indiretamente tenha ajudado crescer como arquiteto?

Das muitas experiências, e coincidências hahaha, gostava de salientar a motivação que me trouxe pela primeira vez para Portugal, e que me permite ter esta entrevista agora: conhecer o contexto de quem considero ser o meu mestre, Álvaro Siza. A experiência de ter um intercâmbio e estudar na escola do Porto desencadeou uma série de acontecimentos que me permitiram ver a arquitectura e a vida duma perspectiva diferente

Acreditas que arquitetura pode comunicar em forma de poesia? Que nos permite alcançar determinadas sensações e emoções?

Entendo por poesia como uma manifestação de sentimentos e reflexões acerca de um tema, nesse sentido sim diria que a arquitectura pode ser concebida de forma poética, sem ser abstracta, e que poderia permitir provocar algumas sensações e emoções.
Mas não queria entrar no campo da percepção humana, é algo sumamente complexo.

Essas interpretações são subjetivas?

Considero que é subjetivo na medida em que cada pessoa é um mundo, e a interpretação do mesmo espaço ou lugar pela mesma pessoa pode variar no tempo.
Nesse sentido as percepções podem ser subjetivas, mas não a estética na arquitectura, outro tema sumamente complexo, hahaha.

Se tivesses que descrever uma característica essencial para garantir a qualidade dum projecto, o que escolherias? E porquê?

Entendo que a qualidade dum projecto é atingido pela qualidade duma equipa.
Refiro-me desde o cliente até o carpinteiro, por exemplo. A entrega de cada integrante
é sumamente importante.
E dentro da qualidade da equipa considero fundamentais a comunicação e as posturas
de cada membro. Considero que é nesta dinâmica que o projecto atinge qualidade.

Qual é a parte que mais gostas na tua profissão?

Dá-me prazer saber que formo parte de um continuum que é a vida. Gosto muito da
frase do Paulo Mendes da Rocha: vivemos para continuar.
Compreendo cada vez mais que para continuar é preciso de comunidade. A profissão de arquitecto não foge disto, e o que mais gosto é esta dinâmica com esta postura.
É este sentido de comunidade que pretendemos criar no Guarda-Jóias.

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